Mulheres que Transformam
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Manifesto

Por uma engenharia
da paridade.

Diversidade não é fim. É como o Estado decide melhor.

O Estado brasileiro enfrenta um problema silencioso: ele decide com base em perspectivas limitadas. Mesmo com avanços institucionais, os espaços de poder continuam concentrados — e isso reduz a qualidade das decisões públicas.

Não é apenas um problema de equidade. É um problema de capacidade estatal.

  • 51,5%

    da população brasileira é mulher.

  • 27%

    apenas — é o que mulheres ocupam nos altos cargos de decisão da administração pública.

  • 11%

    apenas — é o que mulheres negras ocupam na alta liderança. O teto de vidro vira teto de concreto.

Capítulo I

Capacidade não é só técnica. É perspectiva.

Políticas públicas são decisões sob incerteza. E decisões melhores dependem de:

  • 01

    Diversidade de experiências

    Cada vivência amplia o repertório de leitura dos problemas que o Estado precisa resolver.

  • 02

    Variedade de referências

    Decisões públicas se beneficiam de pluralidade de modelos mentais e arcabouços analíticos.

  • 03

    Ampliação da leitura de problema

    Equipes homogêneas enxergam menos. Equipes diversas detectam mais riscos — e mais oportunidades.

Um Estado homogêneo é um Estado menos capaz.

Capítulo II

O modelo dominante ainda opera com três limitações.

E o resultado é direto: perda de qualidade decisória, políticas menos eficazes, menor legitimidade.

  1. 01

    Formação técnica desconectada da decisão real

    Capacita, mas não posiciona. Quem se forma raramente é quem decide.

  2. 02

    Acesso desigual a espaços de poder

    A mera presença não se traduz em influência. Representação passiva não garante mudanças se a burocracia continua operando sob regras excludentes.

  3. 03

    Baixa conversão de diversidade em capacidade institucional

    Diversidade existe — mulheres já são 45% do funcionalismo —, mas não é estruturada nem mobilizada para o alto escalão.

Nossa posição

Diversidade não é um fim. É um meio para aumentar a capacidade do Estado.

  • 01

    Sem diversidade,

    o Estado enxerga menos.

  • 02

    Com diversidade mal estruturada,

    o Estado não aproveita o que tem.

  • 03

    Com diversidade estruturada,

    o Estado decide melhor.

O que fazemos

Transformar diversidade em capacidade estatal.

Por meio de três movimentos integrados — fugindo da armadilha do mero diagnóstico para promover uma verdadeira engenharia institucional:

  1. 01

    Formação orientada à decisão

    Desenvolve competência prática para atuar em problemas reais do Estado e fomenta o patrocínio ativo (sponsorship) para a liderança.

  2. 02

    Inserção estratégica

    Conecta formação com posicionamento em espaços de influência, rompendo o teto de vidro — e o teto de concreto.

  3. 03

    Estruturação institucional

    Cria mecanismos normativos (portarias, decretos) para que essa capacidade seja absorvida pelo órgão — sem depender da gestão do momento.

O que muda
  • Não estamos apenas formando pessoas.

    Estamos ampliando a capacidade de decisão do Estado.

  • Não estamos apenas aumentando a participação.

    Estamos qualificando quem decide.

  • Não estamos apenas promovendo diversidade.

    Estamos tornando o Estado mais inteligente e inovador.

O chamado

Se o Estado quer responder a problemas complexos, ele precisa decidir melhor. E decidir melhor exige ampliar quem decide e como decide.

Capacidade estatal não se constrói apenas com tecnologia.
Constrói-se com pessoas preparadas, diversas e posicionadas.

Aderir ao projeto

Projeto Mulheres que Transformam

Iniciativa do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para promover paridade de gênero na liderança pública federal.

Contato

Secretaria de Gestão de Pessoas - SGP/MGI

Esplanada dos Ministérios, Bloco C

Brasília - DF, 70046-900

Módulos

Legitimidade da LiderançaAmpliação da RepresentaçãoEstímulo ao Interesse para LiderarInfraestrutura e CuidadoCorresponsabilidadeDiversidade e Interseccionalidade